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Pergunta colocada na página de Facebook de Christie's, a propósito das alegadas e recentes declarações do Presidente da PARVALOREM, acerca do pedido do Grupo Parlamentar do PS, indeferido pela coligação, para poder visitar a colecção Miró do BPN.

''Dear Sir and partner.
Portuguese Government, as PARVALOREM, claimed owners, are saying they can’t exhibit the Miro’s collection you were selling past fourth and fifth February without your agreement or permission.
Is it truth?
In case, would you agree?''

 

Subitamente, sem ninguém entender porquê, a Christie’s parece ser soberana em Portugal. A PARVALOREM, alegada proprietária das obras de Miró, empresa pública com capital exclusivo do Estado Português, único accionista, pode negar, através dos deputados da coligação maioritária no parlamento, autorização para que os deputados do PS visitem a colecção. Mas necessita de autorização da Christie’s para poder permitir a exibição pública.

 

As pinturas andam a viajar, sem qualquer formalidade legal, alegadamente, de Lisboa para Londres, de Londres para Lisboa e ida e volta. Mas a PARVALOREM, para exibi-las em LISBOA, considera-se contratualmente vinculada à Christie’s.

Tanto os deputados do parlamento, como os ‘’peticionários’’, consideram-se vinculados ao facto irreversível de a PARVALOREM poder jogar com a ambiguidade do seu estatuto. E têm esperança numa proposta que está jacente na secretária do Primeiro Ministro, com uma solução que envolve empresários e políticos.

 

Porque razão o Presidente da PARVALOREM não reconhece, de uma vez, que as pinturas não estão nem nunca estiveram em Portugal? E não esclarece os verdadeiros contornos desta trapalhada? Não seria a melhor forma de convencer os portugueses de que não têm Mirós? Nem Mirós nem dinheiro. Pronto, acabou-se. Haverá sempre umas pensões para cortar.

Peço compreensão para a imagem, mas não tenho um Miró.

Legenda: Máscara macedónia, atribuída à transição da Idade do Bronze para a I Idade do Ferro, Século VII antes da nossa Era, que muito tem surpreendido os arqueólogos sul-americanos, que nela encontram grande sililaridade com os correspondentes exemplares Maya, Azteca, Holmeca, Tolteca e outras civilizações terminadas em ''eca''.

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