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Em Fevereiro de 2009, o Correio da Manhã, pela mão dos repórteres Isabel Ramos e Sérgio Azenha, publicou um acervo de fotos da denominada ‘’colecção egípcia’’.

O cabeçalho da notícia apresentava-a assim:


‘’Mostramos em primeira mão a famosa colecção de ‘arte antiga egípcia’ que o BPN de Oliveira e Costa comprou por cinco milhões de euros. Afinal, não é egípcia

– as peças foram encontradas em território português. E admite-se que não seja sequer verdadeira.’’


Como se constata das imagens aqui apresentadas, que são as que constavam da documentação que apresentava a documentação, as imagens que os dois repórteres apresentavam ‘’em primeira mão’’ eram de minha autoria.


São dois mentirosos, crápulas envolvidos na conjura que consistiu em sossegar os portugueses, transmitindo-lhes a ilusão de que a colecção não se encontrava sem paradeiro desde o abandono da Presidência do BPN por Oliveira e Costa, pelo menos.


Podemos dar como garantido que, dado o espanto então expresso pelos arqueólogos face à notícia, ninguém vira a colecção. E como continua a não haver imagens públicas dela, excluindo as nossas, legitimamente supomos que já não lhe encontram o rasto. As imagens serão divulgadas em várias publicações sucessivas.

 

 

 

  

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                       

              

 

 

 

 

 

 

 

    

 

 

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2 comentários

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De MCN a 29.09.2013 às 11:12

Conforme uma publicação no início deste blog, recordamos ao leitor que para estruturar a apresentação da colecção, ela foi seccionada em três núcleos. O núcleo designado VARIA era constituído por um conjunto de artefactos de vária natureza e procedência, um significativo número de criações helenísticas, do IV ao II Século AC e de criações associáveis ao ambiente celta do Sudoeste Peninsular e ao seu ambiente de sociabilidade comercial. Quanto a qualquer um destes, todavia, nunca se garantiu a procedência peninsular. Acresciam todavia a este núcleo doze referências, correspondendo a dezoito artefactos, que, pela análise dos procedimentos técnicos aplicados à sua confecção, pela análise iconográfica e sua hermenêutica e pela avaliação dos dados metalométricos adquiridos não se podem excluir do ambiente do Ocidente Peninsular, registando uma continuidade de tradição do trabalho de ourivesaria do Calcolítico ou início da Idade do Bronze à primeira Idade do Ferro. Ao fim e ao cabo sem paralelos que não sejam os componentes do núcleo de ourivesaria primitiva do MNA.
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De MCN a 29.09.2013 às 11:35

Com a "engenharia financeira"realizada pelo BPN/Oliveira e Costa, a colecção entrava no rol das contas do BPN como um activo. Poderia ser alienada como qualquer imóvel ou aplicação financeira, pois perdera toda a referência ao seu valor patrimonial que passava a omitir-se. Era latoaria. Uma extravagância ou uma colecção de arte egípcia. Talvez fosse parar às Ilhas Caimão...

A colecção ‘’egípcia’’ não foi comprada pelo BPN. A colecção ´´egípcia’’ foi comprada por uma empresa do grupo SLN.
Era exactamente nestes ilusionismos que consistia a burla encadeada da administração de Oliveira e Costa.

Oliveira e Costa concedeu em 2005 um crédito ao proprietário da colecção, no valor de metade do preço contratado, que servia também como referência de avaliação do bem então penhorado, para efeitos de compra e venda. O vendedor passou imediatamente da condição de proprietário à condição de executado, porque, como se veio a verificar, era o móbil de Oliveira e Costa, executar a colecção ‘’egípcia’’ pelo valor do crédito concedido.

Mas na realidade o BPN apenas surgia na operação como a entidade que a financiava, como era a sua vocação estatutária. Uma vez que a artimanha para executar a penhora da colecção não surtiu efeito, apresentou-se para a comprar uma empresa do Grupo da SLN, como esteve de resto sempre determinado no plano de Oliveira e Costa.

Era por isso que Oliveira e Costa aludia sempre a uma ‘’engenharia financeira’’ para justificar a forma como estava a montar toda a operação.


É caso para perguntar o que andam os arqueólogos, a quem os tesouros ora interessam, ora não interessam, a fazer…
Hoje posso transmitir a inusitada razão porque, uma tralha que não é arqueológica, alegadamente contrafeita, haveria de preocupar tantos arqueólogos.

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