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Penso então chegada a altura de desmascarar a farsa e confrontar as entidades envolvidas com questões que dificilmente, a não ser recorrendo à mais desavergonhada hipocrisia, poderão deixar de ser respondidas.

Apelo então a todos, nomeadamente aos arqueólogos, que se solidarizem em torno desta tomada de posição e criemos uma petição pública para que o paradeiro da ‘’colecção egípcia’’ seja de vez revelado e que, sendo o que for, autêntica ou falsa, seja classificada património público. De igual modo a colecção de obras de Miro, uma vez que é certo que, tendo em conta os valores porque foi avaliada e por que tem sido alegadamente transaccionada entre os parceiros da PARVALOREM, em referência ao montante dos valores em causa no global do processo, não justifica, em nosso entender, a perda do bem cultural.

 

Razão porque enviei hoje a seguinte carta a Suas Excelências o Secretário de Estado da Cultura e a Directora Geral do Património Cultural. ‘

 

 

Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Cultura, Excelentíssima Senhora Directora Geral do Património Cultural.

 

Excelentíssimos Senhores.

 

Passaram mais de cinco anos desde que foi anunciado que fora solicitado a uma comissão de arqueólogos um parecer sobre a autenticidade e proveniência de uma colecção de artefactos supostamente arqueológicos adquirida pela Sociedade Lusa de Negócios, vulgo conhecida por ‘’colecção egípcia do BPN’’.

 

Foi também revelado em Agosto de 2008 que o Banco Português de Negócios, a Sociedade Lusa de Negócios ou o Dr. José Oliveira e Costa estavam então na posse de cerca de oitenta obras de Juan Miro, que passaram à propriedade de Estado Português após a nacionalização do BPN.

 

Estareis, com certeza, Excelentíssimos Senhores, no conhecimento do meu envolvimento pessoal no processo de aquisição da ‘’colecção egípcia’’.

 

Cabe-me, face a um inexplicável silêncio, solicitar a Vossas Excelências informação acerca do paradeiro da ‘’colecção egípcia do BPN’’ e das obras referenciadas de Miro, solicitando ainda a sua apresentação pública tão breve quanto possível.

 

Manifesto ainda a Vossas Excelências a minha intenção de, como cidadão português, dar início ao processo de proposta de classificação desses bens como património de interesse público. Para o que solicito também a diligência de Vossas Excelências.

 

Com os meus cumprimentos. Manuel de Castro Nunes.’

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