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A Fundação Miró já viu as 85 obras do artista espanhol actualmente nas mãos da Christie's para serem leiloadas, mas não tem orçamento para comprar qualquer delas, recusando-se a tecer opinião sobre a sua relevância. 
Fonte da instituição com sede em Barcelona (Catalunha) disse à agência Lusa que a Fundação também não teve contacto "com ninguém" sobre o leilão destas obras de Joan Miró, propriedade do Estado português. 
"Não temos nenhuma possibilidade de as adquirir. Apenas por uma questão orçamental", explicou a fonte da instituição que organiza anualmente três a quatro exposições temporárias de vários artistas e mantém uma colecção permanente de Miró. 
"A fundação, normalmente não adquire obras e a nossa colecção é constituída por doações e ou cessões temporária. O orçamento da Fundação não nos permite ir ao mercado", disse.’’

Agência LUSA, através de RENASCENÇA,

(talvez a pedido do Estado Português, da leiloeira Christie’s e da Fundación Miró.)

 

Por todos os meios, a comunicação social tenta lançar poeira no ar, salvar o rosto do Estado Português e o mistério em que envolveu a colecção Miró do BPN.

 

Sem nunca desmentir o que foi difundido antes, o arrazoado de contradições e mentiras vai corrigindo a informação, sem se aperceber de que haja alguém que guarda a memória. Existe um pacto cujas razões continuam obscuras entre a comunicação social e o Estado Português. Para premiar o bom desempenho da comunicação social a Ministra da Justiça e a Procuradora Geral da República prometeram recentemente libertar os jornalistas da obrigação ao respeito pelo segredo de justiça.

 

A última novidade por toda a comunicação social difundida era a de que, tal como inadvertidamente constava, por lapso, nos catálogos da Christie’s, a colecção do BPN fora adquirida em 2006 pelo BPN directamente a um coleccionador japonês. Embora nos catálogos da Christie’s continue a constar que as aquisições se realizaram em 2003, 2005 e 2006.

 

Para nós, que sempre acompanhámos, com um sorriso, a sequência dos arrazoados, sempre se manifestou caricato o mistério que recaía sobre a identidade do coleccionador japonês. Ríamos e questionávamos: mas porque não revelam a identidade do coleccionador? Revelam a identidade dos anteriores proprietários, incluindo a Acquavella Gallery, NY, a que o misterioso coleccionador japonês adquiriu todas as obras do lote.

 

Que raio! Toda a gente do meio, informada, sabe quem é o coleccionador japonês que adquiriu o lote à Acquavella, excepto a Christie’s e o Estado Português, que continuam a não conseguir identificar a quem o BPN adquiriu as obras.

 

Mas porquê este mistério?

A Agência LUSA divulga agora o que lhe foi transmitido pela Fundación Miró. Estará a ser fiel ao que a Fundación Miró lhe transmitiu?

 

A Fundación Miró tentou durante o ano de 2000 conseguir desesperadamente o apoio dos seus patronos para adquirir a colecção de obras de Joan Miró do coleccionador japonês Kazumasa Katsuta. Em Janeiro de 2000, já estava a mobilizar os patronos para realizar as obras necessárias para a instalação da colecção do japonês.

 

Para reforçar e consolidar a pressão sobre a Fundação, que, pela voz da LUSA alega não ter a vocação para comprar obras, o japonês Katsuta tornara-se patrono da Fundação em 1997 e ofereceu-lhe em 2000 vinte e três pinturas de Miró.  A Fundação não conseguiu reunir meios e recursos para adquirir o resto da colecção, adquirida por Katsuta em 1993 à Acquavella.

 

A partir de então já ninguém entende nada da história. O Estado Português parece tê-la apagado.

 

Como terá o BPN substituído a Fundação Miró na aquisição das obras de Katsuta e com que propósito? Qual terá sido a tal sociedade espanhola que estava envolvida no golpe? Seria a Fundación Miró a sociedade espanhola que teria pedido um crédito a Oliveira e Costa para adquirir a colecção ao Katsuta?

 

Pronto. Agora já sabemos todos. A colecção Miró do BPN era a colecção do Katsuta, que a Fundación Miró não conseguiu comprar em 2000.

 

Porquê tanto mistério? Porquê tanta trapalhada?

 

Aqui há gato!  Não perca o próximo episódio...

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