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(Imagem retirada da net)

‘’A tensão está aumentar na cadeia e receamos que os restantes reclusos passem das palavras aos actos

 (Presidente do Sindicato Nacional do Corpo de Guardas Prisionais).

 

Continua publicamente por explicar em que condições e por determinação de quem, recorrendo a que critérios, João Perna esteve encarcerado com Carlos Santos Silva, na mesma cela, na ‘’Cadeia da Polícia Judiciária’’ ou ‘’Estabelecimento anexo à Polícia Judiciária’’, não parece haver uma designação oficial ou oficiosa consensualmente assumida.

Ninguém pode ser tão ingénuo que possa fingir que a medida tivesse um propósito. Tivesse todavia ou não, tudo poderia acontecer, se tivermos em conta o que tem saído a público acerca do perfil do motorista de José Sócrates. Um facto que mergulhou no esquecimento é o de que, quando foi detido, se encontrava na posse de uma arma ilegal, o que parece ter servido de pretexto para alegar as razões da sua prisão. Regressou a casa com pulseira electrónica, mas nada se sabe acerca do paradeiro da arma ou das razões do seu porte.

Apenas parece que não seria assim tão mau como parecia.

Esperamos que o Juiz de Instrução Criminal Carlos Alexandre não aceite como prova as declarações feitas por Carlos Santos Silva na sua cela, sob coacção da presença de João Perna ao seu lado, armado ou não.

Mas ontem fomos surpreendidos pela mais insólita notícia no âmbito deste processo.

O Sindicato Nacional do Corpo dos Guardas Prisionais, em ofício ou ‘’denúncia’’ ao Ministério da Justiça, manifesta-se preocupado com a segurança de José Sócrates.

No Estabelecimento Prisional de Évora a ‘’racio’’ entre guardas e prisioneiros, em diversificados regimes e acusados ou julgados por crimes de múltiplas tipologias, é de 18 guardas para 48 prisioneiros, excelente no âmbito do que se regista na maioria dos estabelecimentos prisionais em Portugal. Todavia, o Sindicato teme pela segurança de José Sócrates, sugerindo mesmo que os restantes prisioneiros possam ‘’passar das palavras aos actos’’. Sem outra explicação, todos estamos aptos a interpretar o sentido da sugestão do Presidente do Sindicato, que usa estas manhas de expressão para em devido tempo dar o dito por não dito.

Mais grave ainda é que nem o Director do Estabelecimento nem o seu Adjunto, nem a Direcção Geral dos Serviços Prisionais, dão explicações claras, remetendo-se para o ‘’segredo corporativo’’.

 

Desde o primeiro dia, quando soubemos que José Sócrates iria ficar preso preventivamente, por tempo indeterminado, no Estabelecimento Prisional de Évora, a opção suscitou-nos alguma reserva. No Estabelecimento Prisional de Évora estão encarcerados sujeitos condenados por crimes muito violentos. E são na sua maioria polícias e elementos de outras forças policiais.

O Presidente do Sindicato receia que, numa proporção de um para dois, a Guarda Prisional não consiga deter os prisioneiros se estes passarem aos actos e ‘’derem cabo’’ de José Sócrates ou do Director do Estabelecimento. Deixemos de lado os eufemismos.

 

Em Portugal o sistema prisional pratica uma obscena promiscuidade de coabitação entre prisioneiros de uma diversificada tipologia ou num regime diversificado de prisão. Há muito que estes lapsos deveriam estar resolvidos.

Mas sejamos claros.

Não é apenas a segurança de José Sócrates o que está em causa. Se algo acontecesse a José Sócrates, nomeadamente se fosse assassinado, o que estaria em causa, numa fase em que se reforçam as suspeitas de que a investigação patina em piso viscoso na procura de motivos aceitavelmente sólidos, seria a dignidade e a credibilidade da justiça.

Não podemos esquecer que muitos dos companheiros de prisão do ex Primeiro Ministro são assassinos perigosos, como sempre foi destacado pelo Correio da Manhã, o órgão oficioso da investigação.

Atenção! Andam todos a brincar com o fogo!

 

http://www.noticiasaominuto.com/pais/311801/jose-socrates-tem-serial-killer-como-vizinho-na-prisao

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