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O Correio da Manhã saiu-se hoje com uma nova parangona insólita, através do seu Director Adjunto, Armando Esteves Pereira, que ‘’compareceu no CM Jornal’’, edição noticiosa do CMTV, para falar sobre a Defesa da Causa Pública, no âmbito de uma iniciativa do Correio da Manhã ‘’que pretende combater a corrupção do Estado’’.

 

Se o momento dramático que Portugal atravessa não tivesse já alcançado o clímax e a hilariedade, este seria sem dúvida o cúmulo.

Escrevia algo muito importante sobre outro assunto, quando me transmitiram esta novidade e me enviaram provas irrefutáveis da sua fidelidade, que anexo.

 

 

 

Seja, embora o Correio da Manhã já tenha removido todas as ligações que davam acesso a esta notícia, a verdade é que divulgou através do seu canal televisivo esta notícia e esta intenção.

A mim, parece-me de gravidade ainda inavaliável.

 

Recordo ao leitor que foi no dia 15 de Fevereiro de 2009, que o Correio da Manhã, pela inspirada pena de Sérgio Azenha, numa edição de Domingo profusamente ilustrada, anunciou que revelava, em primeira mão, as imagens da ‘’colecção egípcia’’ do BPN.

 

Ora, ao fazê-lo, com vários considerandos que denotam um espírito mesquinho, demagogo, espontaneísta, de cultura rasteira desqualificada, mas sobretudo publicando um acervo de imagens que o jornalista sabia que estavam no conhecimento tanto das entidades judiciais quanto tutelares e que haviam sido realizadas por mim, como anexos à documentação que acompanhara a apresentação da colecção a um extenso elenco de entidades a que foi oportuna e previamente apresentada, que pretenderia ele e que ideia pretenderia fazer passar junto dos seus leitores?

 

Bem, noto ainda que o jornalista Sérgio Azenha afirmava taxativamente, como se acabasse de as ver e talvez para consolidar a ideia de que ‘’mostrava’’ as imagens em primeira mão, que a ‘’colecção egípcia’’ se encontrava acondicionada num cofre forte no BPN. Sérgio Azenha esqueceu-se, por lapso, que tanto a colecção Miro como a ‘’colecção egípcia’’ tinham sido retiradas, de acordo como o que noticiou o seu companheiro de redacção Miguel Alexandre Ganhão em 28 de Novembro de 2008, da sede do BPN para a CULTURGEST antes da nacionalização, em várias camionetas. Ora, esta contradição advinha de um propósito compulsivo, o de esconder aos portugueses que tanto a ‘’colecção egípcia’’ como a de pintura de Miro estavam sem paradeiro e os jornalistas não conseguiam satisfazer a sua curiosidade. E talvez não estivessem autorizados a revelá-lo, era segredo de justiça.

 

O Correio da Manhã só pode revelar alguns segredos de justiça, que umas tantas fontes bem informadas lhe transmitem.

 

Seja, o Correio da Manhã, junto com o Diário de Notícias e os dois com o empurrão da LUSA, são, desde há muito, a sede de difusão das notícias que impedem qualquer cidadão de fazer sequer uma remota ideia da verdade.

 

Mas este é apenas um exemplo. Ao longo e no decurso desta exposição que vimos fazendo, já deixámos bem claro o que foi a intervenção destes três ‘’pivots’’ na desinformação caótica a que as autoridades responsáveis pela administração da informação oficial ou oficiosa tiveram que recorrer para impedir aos portugueses o acesso à verdade.

 

Era então agora o que faltava, que o Correio da Manhã se viesse a constituir assistente transversalmente em todos os processos respeitantes a corrupção.

 

Para quê? Para revelar aos juízes de instrução as informações em segredo de justiça a que teve acesso? Os boatos das ‘’fontes bem informadas’’ que viram os Mirós partir da sede do BPN em camionetas?

 

Estará o Correio da Manhã na posse de escutas?

 

Eu, porque sou arguido, desde que comecei a denunciar o Correio da Manhã, o Diário de Notícias e a LUSA, no caso da ‘’colecção egípcia’’, gostaria muito que o Correio da Manhã estivesse lá como assistente. E de poder demonstrar aos senhores jornalistas que são uns biltres mentirosos.

 

Mas haja senso. Não haveria maior perversão do que aceitar no processo como assistente o Correio da Manhã.

Seria perseguir as bruxas e deixar impunes os bruxedos.

 

Toda a impunidade que temos vindo a constatar no âmbito dos grandes processos de corrupção em curso tem como peça central a comunicação social, sobretudo o Correio da Manhã, o Diário de Notícias e a Agência LUSA.

 

 

 

 

 

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1 comentário

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De Ana a 03.01.2014 às 12:17

Eu nunca percebi estes jornalistas, escrevem tudo e mais alguma coisa e nada acontece como eles dizem. 

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