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À atenção da Câmara Municipal de Abrantes, da Comissão Instaladora do Museu Ibérico de Arte e Arqueologia de Abrantes, aos senhores arqueólogos, a todos os intervenientes em geral.

 

Vamos desfazer equívocos e avaliar as intenções da conspiração do silêncio e do boato. A quem serve e para quê.

É sabido que fui eu quem, até uma dada altura, em que os senhores me substituíram, não interessa para o caso em que contexto, procedeu à recolha da Colecção Estrada, quem a instalou em museu próprio, quem a inventariou, a acondicionou, classificou e que dela cuidou, com os meios na altura disponíveis. É também sabido que fui convocado para me pronunciar no acto de aquisição de muitas obras ou acervos. Os senhores arqueólogos também conhecem quais os critérios e pressupostos em que me fundamento para me pronunciar.

 

Chegou o momento de vos colocar frente a questões que eram já pertinentes há muito. E que só o meu espírito de certa ‘’complacência’’ me impôs que não tivesse colocado antes.

 

Os senhores souberam, sempre que vos foi necessário ou oportuno, solicitar confidencialmente o meu parecer desenvolvido sobre múltiplas questões.

Mas o certo é que, sabendo de tudo o que acima ficou enunciado, nunca me convocaram para me pronunciar publicamente, no âmbito de uma apresentação, exposição ou jornadas académicas. Até hoje estive numa exposição, por convite informal do Senhor João Estrada.

Porquê?

Foi a todos os senhores muito oportuno e conveniente que, perante vosso silêncio, a comunicação social disseminasse a ideia de que eu não era arqueólogo, mas historiador, sem enunciação de distinção.

O que é arqueólogo, meus senhores? Um homem de talocha, pá e picareta?

Até quando prevalecerá a vossa hipocrisia?

 

Eu vou passar a interpelar-vos, sem contemplações, prosseguindo um itinerário exaustivo.

A vossa leviandade é confrangedora. E só sobrevivereis enquanto conseguirdes administrar o vosso silêncio conjurado.’’

 

A mensagem acima foi hoje enviada a vários intervenientes ‘’periféricos’’ no ‘’caso BPN’’.

 

O ‘’caso BPN’’ viveu e incendiou-se mobilizando intervenientes ‘’perféricos’’, no geral recrutados nas turbas partidárias, tentando especular sobre a transmissão e a administração dos segredos pela comunicação social.

 

Entre os intervenientes ‘’periféricos’’ surgiam, na primeira linha, os arqueólogos, para quem teria sido muito conveniente que o ‘’caso BPN’’ se confinasse a uma ‘’colecção egípcia’’. Para tal, os arqueólogos teriam que cultivar até à caricatura os boatos.

 

Havia para mais uma colecção sobre a qual cada arqueólogo ansiava por exercer a tutela exclusiva. A ‘’Colecção Estrada’’.

 

 

O peixe morre pela boca, dizem. Eu diria que morre pelo apetite.

 

Foi a ganância que impulsionou um grupo de arqueólogos para a denúncia vergonhosa dos seus procedimentos. Aqui está.

 

Os arqueólogos encarregues de instalar o Museu Ibérico de Arte e Arqueologia tomavam em mãos um activo ‘’tóxico’’. Como aceitar a genuinidade da ‘’colecção Estrada’’, nomeadamente os acervos que procediam da ‘’colecção Joaquim Pessoa’’, sem dar razão ao Manuel de Castro Nunes?

 

Só havia um caminho. Expulsar o Manuel de Castro Nunes da arqueologia e erguer em redor da ‘’colecção Estrada’’ um muro de silêncio e conspiração.

 

 

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